sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Mosaicos

Estudando os povos da Antiguidade Clássica, descobrimos a técnica de Mosaico...
Mérida - Museu Nacional de Arte Romana

... Resolvemos, então, experimentar algo semelhante a esta técnica.
Trabalhamos com pedacinhos de papel colorido, colados a uma pequena distância uns dos outros, simulando o efeito das pastilhas e/ou pedrinhas, utilizadas na técnica originalmente.

Veja alguns dos resultados obtidos:
































terça-feira, 26 de agosto de 2008

Arte Romana

Com a conquista da Grécia pelos exércitos Romanos, o modo de vida dos gregos, sua filosofia e arte foram absorvidos por Roma. A arte romana sofreu várias influências, a primeira foi a dos etruscos e a segunda dos gregos

Após a consolidação do Império Romano sob domínio de Augustos, Roma tornou-se uma cidade de mármore, com estátuas e grandes construções por toda a cidade: fóruns, palácios, fontes; obeliscos etc. Augusto importou milhares de estátuas gregas.

Os romanos não foram criadores artísticos, mas conseguiram adaptar ao seu estilo de vida, a arte dos conquistados. Na arquitetura os romanos foram grandiosos, copiaram os estilos gregos e desenvolveram outros como o toscano e a compósita; adotaram o arco e a abóbada dos etruscos, os empregaram em pontes, teatros, circos, aquedutos; aperfeiçoaram as técnicas de cozimento de tijolos e concreto, articulação de espaços interiores solucionando problemas como aeração e iluminação de ambientes.

Construíram termas, anfiteatros, circos, basílicas que serviram de modelo às primeiras igrejas cristãs.

A pavimentação das estradas era feita com Lages grossas e sem argamassa com pista central para as legiões e duas laterais para o tráfego comum.


Na escultura fizeram baixos relevos realistas que são verdadeiros documentos históricos.

Na pintura usavam freqüentemente como tema as guerras e conquistas. Ela estava associada à Arquitetura, são famosos seus afrescos. Destaca-se também o uso de mosaicos com motivos geométricos, com personagens e motivos florais.

Realizaram obras de valor artístico, também com fundição de metais em motivos decorativos, em instrumentos e armas.

Arte Grega

O legado Grego foi imenso para o mundo contemporâneo. Podemos observar isto em nossos costumes sociais e políticos. Os gregos nos deixaram imensos tesouros: a democracia, a filosofia, a ética e o amor aos esportes (Olimpíadas).

Os gregos procuravam explicar as forças elementares e os mistérios do universo e isso se traduziu na arte. A escultura é um bom exemplo disto, foi uma das artes que mais o povo grego soube desenvolver. Estatuetas de bronze sólido, retratando homens e cavalos, constituem os elementos mais remotos da escultura grega.
As obras, inicialmente refletem a forte presença da mitologia na cultura da época. Depois, refletem os princípios democráticos e da Filosofia nascente.
A arte grega possui elementos característicos bem definidos: o jônico, o coríntio e o dório.

As colunas dóricas são desenvolvidas a partir do século VII a.C., caracterizam-se pela simplicidade das formas e caneluras grossas. O exemplo mais notável é o Parthenon, construído na Acrópole de Atenas entre 447 a.C. e 438 a.C.
As colunas jônicas atingem maturidade de estilo em 450 a.C., caracterizam-se por caneluras mais finas e uma base de apoio ‑ plinto­­ - no chão. Um dos templos mais significativos é o de Vitória Áptera, construído na entrada da Acrópole de Atenas em 438 a.C.
As colunas coríntias foram pouco difundidas na Grécia, mas muito usadas pelos romanos no século IV. O capitel é maior e enfeitado com pequenas volutas (ornamentos), acima de folhas de acanto. Destaca-se o templo de Lysicrates, em 335 a.C.
A arquitetura grega era estática e dominada pelo horizontalismo, resumindo-se o templo grego a um retângulo abaixo de um triângulo, num belo equilíbrio.

Os principais monumentos da Arquitetura Grega são os templos, estádios, ginásios, pórticos, ágoras, habitações e construções milenares.

Entre os escultores gregos, Míron, num estilo severo, representa o Discóbolo, imóvel em seu dinamismo. Fídeas foi o maior escultor grego, suas obras podem ser vistas no Parthenon. Os escultores do século VI e V estudaram as formas com detalhes em todos os ângulos elaborando, gradualmente proporções.

domingo, 10 de agosto de 2008

Arte Egípcia

O Egito foi uma das civilizações mais importantes da Antiguidade. O poder exercido pelo Faraó e pela classe sacerdotal criou condições para o surgimento de belos trabalhos e fatores como o isolamento imposto pela presença do deserto bem como as condições para o clima determinou as características da Arte Egípcia.






O sol, adorado como um deus aparece como um elemento predominante na arte funerária dos faraós: quase toda a arte egípcia é orientada no sentido religioso.





A arquitetura era modular, de dimensões grandiosas, com simplicidade nas formas e com aspecto maciço e pesado. Geralmente os monumentos eram funerários e religiosos, por exemplo, pirâmides, mastabas, templos e obeliscos. Usavam materiais resistentes como o granito, o basalto, diorita, calcário e madeira.


A pintura e a escultura serviam à Arquitetura e são notáveis os colossos de Ramsés II e Abu-Simbel, assim como as esculturas dos templos de Luxor e Karnak.A principal característica da pintura egípcia é a lei da frontalidade. O rosto é apresentado de perfil, o olho está a frente, as pernas e pés em perfil. Esta lei baseia-se na deferência recíproca: do contemplador para com a imagem e da imagem para com o contemplador.



No aspecto do mobiliário, os egípcios foram muito criativos, inventaram o esmalte, o vidro e o azulejo.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Vênus de Willendorf

Vênus de Willendorf
Os povos primitivos esculpiram pequenas imagens femininas, e nós, das turmas de 2º ano do III ciclo (C20), inspirados nelas, fizemos nossas experiências... esculpindo em sabão!

Arte na Pré-História

Arte na Pré História



(...)Foi fazendo escavações na terra, na África do Sul, em 1925, que os arqueólogos e antropólogos (pessoas que estudam o homem e as civilizações passadas) descobriram restos fósseis do homem mais antigo que habitou a Terra: o Australopiteco.
(...)O Australopiteco, que devia ser um homem bem parecido com o macaco, tinha a postura ereta e por essa razão as mãos livres e poderia fazer instrumentos de pedra. (...) Os arqueólogos descobriram cavernas ou grutas com desenhos e pinturas de uma Arte de 40 mil anos de idade, época em que o homem começou a criar uma arte chamada rupestre, isto é, feita nas rochas.
(...) A Pré-História se divide em duas grandes Idades: a Idade Paleolítica, também chamada da Pedra Lascada, e a Idade Neolítica ou da Pedra Polida. Entre essas duas Idades situa-se a Idade Mesolítica, período de transição entre o lascar e o polir da pedra. (...) A Idade Paleolítica, por sua vez, se divide em dois períodos: o Paleolítico Inferior e o Paleolítico Superior. Foi no Paleolítico Superior que apareceram os primeiros artistas da Pré-História.
(...) Nesta época havia fases de glaciações, geleiras, e, como o frio era intenso, os homens abrigavam-se em cavernas.
(...) Muitas cavernas foram descobertas em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil, com pinturas representando bois, touros, cavalos, bisontes e a própria mão humana.
(...) Talvez com as marcas das mãos, esses artistas da Pré-História quisessem registrar sua presença nas cavernas. Essas marcas significariam: “Eu passei por aqui, esta casa é minha”. Ou, quem sabe, teria apenas um sentido mágico.

O Que é Arte

O Que é Arte
Acho que a melhor e mais simples tentativa de explicar o que é Arte que já li foi a de Hildegard Feist, quando diz que “a arte é um produto da criatividade humana, que utilizando conhecimentos e técnicas e um estilo ou jeito todo pessoal, transmite uma experiência de vida ou uma visão de mundo, despertando emoção em quem a usufrui”.
A arte é produzida pelas mãos e pela mente humanas. Assim, um belo por de sol, por mais belo que seja, não pode ser considerado arte, pois não foi produto da ação do homem, mas um fenômeno da natureza. Entretanto, muitos belos produtos das mãos humanas também não podem ser considerados arte porque lhes falta algo de essencial, a originalidade. É o que diferencia uma criação inédita do trabalho artesão repetitivo, da cópia e da produção em série
São muitos os materiais, as técnicas e os meios pelos quais se pode produzir arte. Há aqueles tradicionais como o desenho, a pintura, a escultura, a gravura, mas, com o passar dos tempos novas civilizações descobrem novas tecnologias e a arte, naturalmente, se apropria destes conhecimentos buscando novas maneiras de traduzir os anseios destes povos. Assim, se os pré-históricos desenhavam nas paredes das cavernas, no século XXI faz-se arte utilizando computadores e todos estes veículos nos servem muito bem, conquanto que dominemos suas técnicas e manejos.
Além de novas tecnologias, podemos observar que cada povo, bem como cada artista, tem seu próprio jeito de lidar com os materiais ou de utilizar a linguagem plástica. As figuras pintadas pelos antigos egípcios são visivelmente diferentes das representações renascentistas ou das figuras modernas, assim como podemos observar diferenças entre as pinturas de artistas contemporâneos entre si, como Van Gogh e Touluse Lautrec, por exemplo. Nas obras produzidas por cada povo, e em cada período histórico vemos características comuns, ao mesmo tempo que cada artista, individualmente, conta com um estilo especial, só seu de fazer arte.
Através desses estilos, coletivo e individuais, os artistas contam suas histórias pessoais e a história de seu tempo e de seu povo. Não necessariamente através de um contar literal e linear, mas num contar sensível, deixando ver aos outros o seu próprio jeito de ver a vida e de sentir as coisas. Através de suas obras o artista faz sua leitura da vida e do mundo. Aqueles que usufruem destas obras, fazem delas a sua leitura, relacionando aquilo que vêem às suas próprias vivências.
Diante da mesma imagem, temos reações diferentes. Aquilo que alguns gostam, não é necessariamente o que todos irão gostar. O gosto depende das experiências pessoais, não sendo, justamente por isto, um critério adequado para determinarmos o que é ou não é arte. Imagine, que João adora uma determinada música e que José a detesta. Poderíamos dizer então, que, quando João ouve a tal música, esta é arte, e quando José a escuta, a mesma música deixa de ser arte? Usamos então, os critérios da sensibilidade, da qualidade técnica e da originalidade.
Simplificando, se mexe com nossas emoções, se os materiais foram dominados e se o produto tem estilo e é original, podemos chamá-lo de ARTE.